quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Nego da minha vida!


"Laranja madura
Na beira da estrada
Tá bichada, Zé
Ou tem marimbondo no pé."
(Itamar Assumpção)


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

20 Anos Blues...


Entre um mês e outro, eu me espanto como o tempo tem passado rápido. Com sorriso nos lábios eu observo tudo tão atenta, que por vezes me pego observando a mim mesma. Cada passo que dou, parece sempre tão novo, tão único. Lugares que frequento a tempos, ganharam detalhes que nunca tinha percebido: forma, cor, cheiro, gosto. Ando fotografando com meus olhos cada centímetro que eu passo. Vontade louca de não me esquecer de nada. Como é gostoso poder recordar de tudo, de tantos sentimentos e sentidos despertados. Acho que ando mais sentimental que na estação passada, ou essa curiosidade toda estava apenas adormecida entre mágoas passadas. 

Hoje, Elis fala por mim!

"Ontem de manhã quando acordei olhei a vida e me espantei: Eu tenho mais de vinte anos. E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas, estou ligada num futuro blue..."

terça-feira, 28 de julho de 2015

Bule!

Dar adeus a um amigo está entre as coisas mais difíceis que já fiz na minha vida. Mas difícil ainda é ter que matar esse amigo do coração e da vida. Não tenho tempo, nem paciência para viver mentiras, para desconfiar de quem acreditava ser parte de mim. Uma série de fatos já me faziam questionar a pureza e a verdade daquela amizade, mas foi um fato especifico que me fez tomar a decisão. Minha entrega nunca é vaga, meu envolvimento e parceria nunca são em vão. Tenho hoje, plena certeza do que eu quero para minha vida, e é exatamente essa certeza que me faz não olhar para trás depois de tomar uma decisão. Leite derramado não volta para o bule e se volta, azeda.

"Leve o lixo constantemente para fora"... É o que tenho feito! 




terça-feira, 28 de abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Blues da Solidão

Entrei no bar pouco depois de acabar o dia. Fui em direção ao caixa, parando pelo caminho para cumprimentar rostos conhecidos. Sorrisos, olhares, indiferença. De tudo um pouco no mesmo ambiente. Comprei uma ficha daquele liquido certeiro que me faria entrar ainda mais no que eu buscava naquela noite. Subi no terraço e admirei aquele céu nublado de outono. Observei todas aquelas pessoas, cheios de certezas em seus comportamentos, mas totalmente frágeis como todos somos. Os sons se misturavam entre a banda que tentava tocar Johnny Cash e Led Zeppelin, e os carros que na frente do bar variavam o som. Uma noite totalmente tocada por uma solidão de arrepiar. Sai do terraço defumada de cigarros baratos (ou não). Desci para o bar assim que ouvi as primeiras notas daquele blues doído e urgente... "Tem dias que a gente amanhece achando que nasceu para perder." Riso grudou no rosto, coração acelerou e a gargalhada foi inevitável. Como é que pode rir com tanta desilusão? Pensei sozinha. Duas horas de show, eu quase em transe. Lembranças me devorando, uma lágrima no canto do meu riso. Lágrima  e lembrança doce. Era blues agindo na minha alma. Chuva caia sem parar, calor da viagem alheia. Todos juntos na mesma energia. O show foi terminando, o bar esvaziando e de repente me vi quase sozinha ali, ouvindo aquela música que quase me acarinhava... "Eu vou cantar um blues para quem vaga pela noite sozinha...", sai do bar antes da música acabar. Caminhando para o meu carro, tonta e com aquelas notas ecoando na minha mente. Sozinha e apaixonada pelo momento. Pelo meu momento. 


quinta-feira, 2 de abril de 2015

"Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja..."

Belchior me ganhou nos vinte e poucos anos de sonhos e de América do sul. Hoje, fala exatamente o que sinto. Fases, poesia, paixão. Coração Selvagem!



"Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar. Que é para eu ter tempo, tempo para eu me apaixonar. Tempo para ouvir o rádio no carro. Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo. (...) Sim! Já é outra viagem e o meu coração selvagem tem pressa de viver."


terça-feira, 10 de março de 2015

Hoje o samba saiu...


"Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais esquece não pode reconhecer..."

(Banda Seu Chico interpretando Chico Buarque)

domingo, 8 de março de 2015

Êxtase!


Dia de luta e de reflexão! 
Anais Nin me representa com tanta força que por vezes acho que estou dentro de suas palavras. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Tulipa... Nossa eterna FLOR!


Impossível ouvir "sushi" sem dar aquele sorriso de boas lembranças. Tulipa me lembra domingo, chuva e o rádio do carro ligado. Me lembra risadas e carinho. Seja lá como tudo misteriosamente se transforma, o que eu sei é que agora é bom poder lembrar com doçura.

Grata ao universo! 






quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Mistério do Planeta!



"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos..."

Novos Baianos me tirando risos e conhecendo fases! 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Sou mais ardida que pimenta!




A vida é como uma escola,
E a morte é um vestibular.
No inferno eu entro sem cola
Mas o céu eu vou ter que descolar!

Descolaremos, Elis! hehehe

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Sei que não vou por aí!"

Cântico negro(José Régio)




"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,


E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?



Prefiro escorregar nos becos lamacentos,

Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.



Como, pois, sereis vós

Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...




Ide! Tendes estradas,

Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.



Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,

Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

Odoyá!

Hoje o dia é de saudação a Rainha do Mar e essa canção sempre me deixe mais próxima dela. Maria Bethania e sua linda interpretação de "Yemanja Rainha do Mar". Que meus passos sejam sempre guiados pelos Orixás e a natureza. 

Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?

Dandalunda, Janaína
Marabô, Princesa de Aiocá
Inaê, Sereia, Mucunã
Maria, Dona Iemanjá

Onde ela vive?
Onde ela mora?

Nas águas
Na loca de pedra
Num palácio encantado
No fundo do mar

O que ela gosta?
O que ela adora?

Perfume
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar

Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?

Alodê, Odofiaba
Minha-mãe, Mãe-d'água
Odoyá!

Alodê, Odofiaba
Minha-mãe, Mãe-d'água
Odoyá!

Qual é seu dia
Nossa Senhora?

É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar

O que ela canta?
Por que ela chora?

Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar

Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?

Pescador e marinheiro
Que escuta a sereia cantar
É com o povo que é praieiro
Que dona Iemanjá quer se casar

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Impressões...


O sol adormece em tons alaranjados e se mescla com as diferentes cores das montanhas, do lago e do que resta do céu de fim de tarde. Eu em frente a esse espetáculo da natureza. Leminski me faz companhia, em um sussurro doce: " Com fases se fazem assas; palavras o vento leva". Sinto o vento me tocar a face, bagunçar meus cabelos, meu riso é inevitável, cheio de esperança. Um espelho natural, acompanho minha reconstrução. Respiro fundo, olho para o sagrado, me convenço que nunca estamos a sós. 

sábado, 24 de janeiro de 2015

PAZ!

(Algum lugar entre o RJ e o MS)

Certo ou errado, o caminho sempre leva a algum lugar.  Tenho andando tanto e por tantos lugares diferentes. Cada mala feita um novo sorriso, cada chegada uma nova descoberta.

Em paz!


sábado, 3 de janeiro de 2015

Não mexe comigo...


Para mim essa música é oração! Me sinto renovada toda vez que a ouço! Salve a magia do que nos cerca! 

"Eu posso engolir você, só pra cuspir depois

Minha fome é matéria que você não alcança

Desde o leite do peito de minha mãe

Até o sem fim dos versos, versos, versos
Que brotam do poeta em toda poesia
Sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi.



Se choro, quando choro, e minha lágrima cai
É pra regar o capim que alimenta a vida.

Chorando eu refaço as nascentes que você secou
Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio.
Vivo de cara pra o vento na chuva, e quero me molhar.
O terço de Fátima e o cordão de Gandhi cruzam o meu peito.

Sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta."



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Encantada...

Foi preciso muito mais que alguns meses para eu ter coragem de minar o último elo imaginário que poderia me ligar a um passado que eu procuro esquecer, ou ao menos perdoar. Deixei para trás muitos poemas de dores e mágoas. Deixei para trás muitas tentativas de acalmar tanta turbulência. Mas, mais o que isso: deixei para trás todo o desencanto do meu universo.

É tempo de paz. E agora eu só quero (me)encantar.



Namastê!