sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Vez ou outra...

Achei que os últimos fatos mereciam qualquer registro vagabundo, de sentimentos que foram literalmente jogados ao vento. É uma lembrança que grudou um sorriso no meu rosto, e me fez gargalhar em pleno garrafamento da 15 com a Geisel, as seis da tarde de uma sexta feira, como se esse mesmo vento voltasse e passasse pela minha vida, naquele instante. Uma musica no rádio que me transportou para longe dessa realidade, um bosque ali por perto, cheio de segredos, cheio de sonhos e de pegadas fortes no meu coração. É bom poder lembrar sem sofrer, poder apenas lembrar do que foi ferro em brasa em uma pele que de tão quente não queimava. Ou melhor, ardia só em desejos. O tempo vai passando e transformando tudo dentro de nós. Absolutamente tudo. Eu tenho gostado disso, é uma sensação de "eu to viva", e espero que isso nunca morra dentro de mim. Ser inteira, mesmo que alguns pedaços tenham ficado pelo caminho...


"E coube tudo na malinha de mão do meu coração..."

(Zero, Liniker)

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