sábado, 8 de outubro de 2016

Nem venha querendo você se espantar...


Conheci Itamar ainda menina. Me apaixonei perdidamente. Essa música é uma das minhas preferidas. Ele conseguiu transformar em música aquilo que só ela faz. Quando ouço o primeiro acorde, já sei do que se trata. Reconheço esse nego de longe. Não! Ninguém é tão especial quanto ele. Levo sempre, para sempre. 



"Quando você menos espera ela toca o fundo do teu coração..."
(Nega Música, Itamar Assumpção)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sobre o versos que eu acho por todos os cantos...



Quando te vi entrar no bar,
 senti meu corpo reagir
 em todos os graus de loucura.

 Você passou com aquele copo na mão, 
desfilando uma segurança e perigo
 que me fez enlouquecer. 

Só foi preciso uma palavra. Não hesitei.
Segui seus rastros, e te encontrei entre um gole e outro: 
linda, pronta e entregue. 

(Mari Duenha)


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Vez ou outra...

Achei que os últimos fatos mereciam qualquer registro vagabundo, de sentimentos que foram literalmente jogados ao vento. É uma lembrança que grudou um sorriso no meu rosto, e me fez gargalhar em pleno garrafamento da 15 com a Geisel, as seis da tarde de uma sexta feira, como se esse mesmo vento voltasse e passasse pela minha vida, naquele instante. Uma musica no rádio que me transportou para longe dessa realidade, um bosque ali por perto, cheio de segredos, cheio de sonhos e de pegadas fortes no meu coração. É bom poder lembrar sem sofrer, poder apenas lembrar do que foi ferro em brasa em uma pele que de tão quente não queimava. Ou melhor, ardia só em desejos. O tempo vai passando e transformando tudo dentro de nós. Absolutamente tudo. Eu tenho gostado disso, é uma sensação de "eu to viva", e espero que isso nunca morra dentro de mim. Ser inteira, mesmo que alguns pedaços tenham ficado pelo caminho...


"E coube tudo na malinha de mão do meu coração..."

(Zero, Liniker)

domingo, 31 de julho de 2016

...que qualquer maneira.




"Comprei uma asa-delta pra tentar um vôo, tentei, não consegui, mas vou tentar de novo. Problema é que não sei como subir no morro e é preciso tá no alto pra se atirar..."

(Apanhador Só- Cartão postal)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

"Difícil é saber o que acontecerá..."


Um emaranhado de pensamentos tumultuam a mente, que faz um esforço descomunal para não perder a sanidade que resta. É tanto absurdo acontecendo, que o único pensamento que parece ser aceitável, é o de quem falhamos. Tem roubo da igreja ao congresso, do pastor ao deputado, do presidente de vila ao presidente da republica. Sem contar os milhões de "jeitinho brasileiro" que são dados diariamente, claro - não por nós, que somos totalmente confiáveis e honestos - afinal, avançar o sinal, dirigir alcoolizado, fraudar atestados, fazer gatos, bular o imposto de renda, parar em fila dupla e contratar somente o conhecido não pode ser considerado corrupção, né? É só esperteza.. 
E de jeitinho em jeitinho vamos cavando juntos a nossa vala, que cada dia fica mais funda. O mais louco disso tudo, é pensar que a cada dia fica também mais difícil achar quem lhe estenda a mão e lhe ajude a pensar, refletir, e a dar aquele impulso para voltar ao solo. Perdemos a irmandade? Ou será que nunca a tivemos? Passamos todos os dias, por centenas de pessoas que não fazemos a minima questão de ser gentil, de ser cortes, de dar um sorriso. Cada um na sua bolha imaginaria, dentro de si, remoendo magoas, e tantas vezes pensando em como emburrar o irmão para aquela vala: "antes ele do que eu."
Estamos errando todo dia, nossa cultura inútil se multiplica, a cada clique frenético e gozações escrachadas. Até os discursos - reacionários ou revolucionário - estão cansativos, repetitivos, clonados e tantas vezes ditos sem nenhum sentido. Tem uma muro nos separando, onde rotulos são colocados o tempo todo, e quando se tenta qualquer tipo de aproximacao, humanos raivosos atacam. É dificil amar ao próximo, quando só o que se vê é a própria sombra. Todo mundo quer dar uma opinião, todo mundo tem certezas sobre tudo, todo mundo se acha no direito de julgar, no direito de falar, no direito de não aceitar, de não respeitar. 
Nossos egos estão ocupando nossos corações, e a sensação que da é que realmente "todos querem te ver bem, mas nunca melhores do que eles", como se fossemos independentes em processo geral, mas não somos. Estamos interligados - TODOS, e por mais que estejamos em posições diferentes, estamos no mesmo barco. No fundo, ou bem na superfície mesmo, estamos todos a deriva, sem saber exatamente para onde estamos indo, e o que nós queremos. Atacar é mais facil que dialogar, e chamar dialogo de mimimi é mais fácil do que pensar. Enquanto isso, ta correndo um oceano embaixo de nós, e só o que conseguimos fazer é fingir que nada esta acontecendo, nos escondendo atras de fotos bonitas, posts engraçados e relações superficiais. E vamos ficando cada dia mais chatos, mais segregadores, mais incoerentes, mais desacreditados da humanidade... de nós mesmos. 


Mari Duenha, 
Fev/2016

(Divagações sobre a vida, ao som do Belchior!)

domingo, 3 de janeiro de 2016

"Despido de si mesmo..."



"Pare um momento, tire a armadura e despido de si mesmo se encontre. 
(...) exponha o que não sabe e humildemente ponha-se a recomeçar."

(Novo Canto, por Marina Peralta.)


Desconstruir para evoluir.

Que o ano seja de paz!